{"id":985,"date":"2021-08-23T10:05:52","date_gmt":"2021-08-23T13:05:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/?p=985"},"modified":"2021-08-23T10:05:53","modified_gmt":"2021-08-23T13:05:53","slug":"pesquisador-encontra-7-musicas-ineditas-de-belchior-em-arquivos-da-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/index.php\/2021\/08\/23\/pesquisador-encontra-7-musicas-ineditas-de-belchior-em-arquivos-da-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Pesquisador encontra 7 m\u00fasicas in\u00e9ditas de Belchior em arquivos da ditadura militar"},"content":{"rendered":"\n<p>Um jornalista e pesquisador musical descobriu, recentemente, sete&nbsp;<strong>m\u00fasicas in\u00e9ditas<\/strong>&nbsp;do cantor e compositor cearense&nbsp;<strong>Belchior.<\/strong>&nbsp;Segundo Renato Vieira, as can\u00e7\u00f5es aparecem no acervo digitalizado do Arquivo Nacional. As letras foram enviadas entre 1971 e 1979 \u00e0&nbsp;<strong>Divis\u00e3o de Censura&nbsp;<\/strong>de Divers\u00f5es P\u00fablicas, \u00f3rg\u00e3o criado pela&nbsp;<strong>ditadura militar<\/strong>&nbsp;para analisar produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/opiniao\/colunistas\/dellano-rios\/por-que-o-sumico-de-belchior-ainda-fascina-quatro-anos-apos-sua-morte-1.3079647\">&nbsp;Por que o sumi\u00e7o de Belchior ainda fascina ap\u00f3s sua morte<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/verso\/belchior-ja-foi-tema-de-biografia-livros-de-memorias-e-homenagens-1.3039035\">&nbsp;Belchior j\u00e1 foi tema de biografia, livros de mem\u00f3rias e homenagens<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>&#8220;Fim do Mundo&#8221;, &#8220;Bai\u00e3o de Dois Vinte e Dois&#8221;, &#8220;Alaz\u00e3o&#8221;, &#8220;Adivinha&#8221;, &#8220;Outras Constela\u00e7\u00f5es&#8221;, &#8220;Bip&#8230; Bip&#8230;&#8221; e &#8220;Posto em Sossego&#8221;, algumas compostas em parceria com os colegas Fagner e Fausto Nilo, s\u00e3o as m\u00fasicas localizadas pela busca meticulosa do pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Vieira afirma que n\u00e3o encontrou as can\u00e7\u00f5es em registros fonogr\u00e1ficos. Isso significa que as m\u00fasicas podem ter sido cantadas, musicadas eventualmente, ou at\u00e9 terem sido gravadas de maneira caseira, mas nunca foram lan\u00e7adas no mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:7.4550224:1629713066\/alazao.jpg?f=default&amp;$p$f=b613014\" alt=\"M\u00fasica in\u00e9dita de Belchior\"\/><figcaption><strong>Legenda:&nbsp;<\/strong>&#8220;Alaz\u00e3o&#8221;, parceria de Belchior com Fagner e Fausto Nilo<strong>Foto:&nbsp;<\/strong>Arquivo Nacional<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nenhuma delas foi censurada, como aconteceu com outras letras que o pesquisador tamb\u00e9m garimpou. Contudo, nenhuma delas foi gravada pelo cearense. N\u00e3o se sabe, por\u00e9m, se algum parceiro do m\u00fasico guarda demos que nunca viram a luz do dia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>GRAVADORAS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O jornalista diz ainda n\u00e3o saber os motivos para as composi\u00e7\u00f5es n\u00e3o terem sido lan\u00e7adas, mas faz algumas apostas. &#8220;Acho que foram quest\u00f5es com as gravadoras. &#8216;Adivinha&#8217;, por exemplo, foi enviada pela Copacabana em 1971, e ele ficou pouco tempo por l\u00e1. Entre esse ano e 1972, que \u00e9 quando foram submetidas a maior parte dessas m\u00fasicas, ele s\u00f3 fez uma grava\u00e7\u00e3o. Pode ter sido a dificuldade natural do in\u00edcio de sua carreira&#8221;, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo ano em que enviou a letra de &#8220;Adivinha&#8221; para an\u00e1lise, Belchior venceu um festival universit\u00e1rio com a can\u00e7\u00e3o &#8220;Na Hora do Almo\u00e7o&#8221;, esta sim gravada em seu compacto de estreia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda faltariam cinco anos, no entanto, para sua consagra\u00e7\u00e3o com &#8220;Alucina\u00e7\u00e3o&#8221;, disco conhecido por guardar sucessos como &#8220;Como Nossos Pais&#8221;, &#8220;Velha Roupa Colorida&#8221; e &#8220;Apenas um Rapaz Latino-Americano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:7.4550225:1629713212\/musica2.jpg?f=default&amp;$p$f=47ef265\" alt=\"M\u00daSICA IN\u00c9DITA DE BELCHIOR\"\/><figcaption><strong>Legenda:&nbsp;<\/strong>Outra can\u00e7\u00e3o composta por Belchior, Fausto e Fagner<strong>Foto:&nbsp;<\/strong>Arquivo Nacional<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>MEM\u00d3RIA<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Pesquisador da obra do m\u00fasico desde 2013, Vieira j\u00e1 reeditou 11 discos do cearense. O jornalista diz que est\u00e1 sempre em busca desses elos perdidos. &#8220;Como o Belchior n\u00e3o tem um acervo organizado, meu desejo \u00e9 ir juntando os caquinhos porque \u00e9 importante resgatar essa mem\u00f3ria de algu\u00e9m t\u00e3o importante para a m\u00fasica brasileira&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na contram\u00e3o dos debates sobre o lan\u00e7amento de obras p\u00f3stumas, Vieira diz acreditar que essas can\u00e7\u00f5es foram aprovadas pelo m\u00fasico. &#8220;Como foram mandadas para a avalia\u00e7\u00e3o da censura, s\u00e3o letras que ele considerava lan\u00e7ar na sua pr\u00f3pria voz ou na de outros int\u00e9rpretes&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista diz que, por enquanto, n\u00e3o planeja fazer nada com a descoberta. &#8220;S\u00f3 quero que as pessoas saibam que esse material existe, a gente pesquisa para isso. E sempre h\u00e1 algo a se descobrir sobre o Belchior&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Chris Fuscaldo, que \u00e9 jornalista e coautora de &#8220;Viver \u00c9 Melhor Que Sonhar&#8221;, livro que mapeia os \u00faltimos anos de Belchior desaparecido, diz n\u00e3o ter identificado, num primeiro momento, que essas letras tenham sido lan\u00e7adas pelo m\u00fasico.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Nordeste<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um jornalista e pesquisador musical descobriu, recentemente, sete&nbsp;m\u00fasicas in\u00e9ditas&nbsp;do cantor e compositor cearense&nbsp;Belchior.&nbsp;Segundo Renato Vieira, as can\u00e7\u00f5es aparecem no acervo digitalizado do Arquivo Nacional. 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