{"id":824,"date":"2021-08-12T10:24:54","date_gmt":"2021-08-12T13:24:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/?p=824"},"modified":"2021-08-12T10:24:54","modified_gmt":"2021-08-12T13:24:54","slug":"pao-deve-ficar-mais-caro-no-ceara-com-influencia-de-fatores-externos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/index.php\/2021\/08\/12\/pao-deve-ficar-mais-caro-no-ceara-com-influencia-de-fatores-externos\/","title":{"rendered":"P\u00e3o deve ficar mais caro no Cear\u00e1 com influ\u00eancia de fatores externos"},"content":{"rendered":"\n<p>O mercado de p\u00e3es, panificadoras e padarias tem sofrido bastante com a pandemia do novo coronav\u00edrus, mesmo fazendo parte do setor de alimentos \u2013 um dos poucos que cresceu durante a crise.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o, segundo o presidente doSindicato das Ind\u00fastrias de Panifica\u00e7\u00e3o e Confeitaria no Estado do Cear\u00e1 (<strong>Sindipan<\/strong>), \u00c2ngelo Nunes, est\u00e1 na flutua\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de insumos importantes para a produ\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, que levou empresas a cortar margens de lucro. E a previs\u00e3o, projeta ele, \u00e9 que os pre\u00e7os continuem aumentando at\u00e9 o fim do ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com os mercados globais desregulados pela pandemia do novo coronav\u00edrus, o pre\u00e7o de itens como farinha, chocolate, carne e o trigo, principal insumo, al\u00e9m de outros alimentos usados para a produ\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios tipos de p\u00e3es no Cear\u00e1, v\u00eam sendo afetados, e os custos das padarias e panificadoras aumentaram consideravelmente, segundo Nunes.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o presidente do Sindipan, os custos para produ\u00e7\u00e3o da farinha de trigo, usada no p\u00e3o, foram elevados em cerca de&nbsp;<strong>50%<\/strong>, enquanto outras etapas dessa linha de montagem das panificadoras tamb\u00e9m acumularam aumentos substanciais para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas flutua\u00e7\u00f5es foram respons\u00e1veis por gerar um aumento m\u00e9dio de&nbsp;<strong>15% a 20%<\/strong>&nbsp;no pre\u00e7o de p\u00e3es no mercado cearense desde o in\u00edcio da pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Durante a pandemia, as padarias puderam funcionar, mas as pessoas n\u00e3o puderam transitar, ent\u00e3o tivemos um impacto nas vendas. Tivemos um aumento nos pre\u00e7os e a alta do d\u00f3lar gerou um alto impacto nos pre\u00e7os dos insumos, e isso tem sido repassado ao consumidor, infelizmente. Tamb\u00e9m tivemos a quest\u00e3o do frete, que subiu muito de pre\u00e7o para trazer o trigo de fora porque os navios n\u00e3o estavam circulando. Isso tudo colaborou para a alta de custos&#8221;, disse Nunes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>REPASSES AO CONSUMIDOR<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como boa parte do trigo usado no Brasil precisa ser importado, explicou o presidente do Sindipan, os custos das padarias experimentaram altas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as empresas n\u00e3o estariam repassando todos esses reajustes ao consumidor, j\u00e1 que a crise foi respons\u00e1vel, tamb\u00e9m, pela redu\u00e7\u00e3o do poder de compra no Cear\u00e1 e no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema dessa equa\u00e7\u00e3o, segundo Nunes, \u00e9 que as padarias estariam absorvendo essas flutua\u00e7\u00f5es e tendo as margens de lucro reduzidas, o que, em muitos casos, tem gerado dificuldades aos empres\u00e1rios cearenses.&nbsp;As margens de lucros dos empres\u00e1rios diminu\u00edram porque eles n\u00e3o consegu\u00edram passar todos os aumentos, at\u00e9 porque as pessoas perderam o poder de compra nos \u00faltimos meses. No Cear\u00e1, o n\u00famero de empresas fechadas foi pequeno, mas temos muitas empresas passando dificuldades por n\u00e3o conseguir repassar os pre\u00e7os na propor\u00e7\u00e3o devida, ent\u00e3o se os aumentos (dos insumos) continuarem, poderemos ver mais aumentos nos pre\u00e7os ao consumidor no futuro&#8221;, previu.ANGELO NUNESpresidente do Sindipan&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>ADAPTA\u00c7\u00c3O DE PROCESSOS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para sobreviver \u00e0 crise, Nunces comenta que muitas padarias e panificadoras no Cear\u00e1 tiveram de adaptar processos de produ\u00e7\u00e3o para reduzir o impacto da alta de pre\u00e7o dos insumos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as diferiram bastante entre as empresas por conta das linhas de fornecimento e realidade regional no Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Durante a pandemia, a gente precisou se reinventar para mudar a produ\u00e7\u00e3o e evitar a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Na produ\u00e7\u00e3o, tivemos de pensar tamb\u00e9m na adapta\u00e7\u00e3o. Alguns empres\u00e1rios que relataram a mudan\u00e7a da planilha de custos, mudan\u00e7as em alguns processos, mas isso dependeu da realidade de cada empresa, j\u00e1 que cada uma tem uma lista de fornecedores&#8221;, disse Nunes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma padaria na periferia de Fortaleza, por exemplo, tem custos muito menores do que uma padaria em um bairro nobre, porque precisamos considerar insumos e outros gastos, como m\u00e3o de obra e aluguel do espa\u00e7o f\u00edsico&#8221;, completou.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><br>O mercado de p\u00e3es, panificadoras e padarias tem sofrido bastante com a pandemia do novo coronav\u00edrus, mesmo fazendo parte do setor de alimentos \u2013 um dos poucos que cresceu durante a crise.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o, segundo o presidente doSindicato das Ind\u00fastrias de Panifica\u00e7\u00e3o e Confeitaria no Estado do Cear\u00e1 (<strong>Sindipan<\/strong>), \u00c2ngelo Nunes, est\u00e1 na flutua\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de insumos importantes para a produ\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, que levou empresas a cortar margens de lucro. E a previs\u00e3o, projeta ele, \u00e9 que os pre\u00e7os continuem aumentando at\u00e9 o fim do ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com os mercados globais desregulados pela pandemia do novo coronav\u00edrus, o pre\u00e7o de itens como farinha, chocolate, carne e o trigo, principal insumo, al\u00e9m de outros alimentos usados para a produ\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios tipos de p\u00e3es no Cear\u00e1, v\u00eam sendo afetados, e os custos das padarias e panificadoras aumentaram consideravelmente, segundo Nunes.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o presidente do Sindipan, os custos para produ\u00e7\u00e3o da farinha de trigo, usada no p\u00e3o, foram elevados em cerca de&nbsp;<strong>50%<\/strong>, enquanto outras etapas dessa linha de montagem das panificadoras tamb\u00e9m acumularam aumentos substanciais para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas flutua\u00e7\u00f5es foram respons\u00e1veis por gerar um aumento m\u00e9dio de&nbsp;<strong>15% a 20%<\/strong>&nbsp;no pre\u00e7o de p\u00e3es no mercado cearense desde o in\u00edcio da pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Durante a pandemia, as padarias puderam funcionar, mas as pessoas n\u00e3o puderam transitar, ent\u00e3o tivemos um impacto nas vendas. Tivemos um aumento nos pre\u00e7os e a alta do d\u00f3lar gerou um alto impacto nos pre\u00e7os dos insumos, e isso tem sido repassado ao consumidor, infelizmente. Tamb\u00e9m tivemos a quest\u00e3o do frete, que subiu muito de pre\u00e7o para trazer o trigo de fora porque os navios n\u00e3o estavam circulando. Isso tudo colaborou para a alta de custos&#8221;, disse Nunes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>REPASSES AO CONSUMIDOR<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como boa parte do trigo usado no Brasil precisa ser importado, explicou o presidente do Sindipan, os custos das padarias experimentaram altas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as empresas n\u00e3o estariam repassando todos esses reajustes ao consumidor, j\u00e1 que a crise foi respons\u00e1vel, tamb\u00e9m, pela redu\u00e7\u00e3o do poder de compra no Cear\u00e1 e no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema dessa equa\u00e7\u00e3o, segundo Nunes, \u00e9 que as padarias estariam absorvendo essas flutua\u00e7\u00f5es e tendo as margens de lucro reduzidas, o que, em muitos casos, tem gerado dificuldades aos empres\u00e1rios cearenses.&nbsp;As margens de lucros dos empres\u00e1rios diminu\u00edram porque eles n\u00e3o consegu\u00edram passar todos os aumentos, at\u00e9 porque as pessoas perderam o poder de compra nos \u00faltimos meses. No Cear\u00e1, o n\u00famero de empresas fechadas foi pequeno, mas temos muitas empresas passando dificuldades por n\u00e3o conseguir repassar os pre\u00e7os na propor\u00e7\u00e3o devida, ent\u00e3o se os aumentos (dos insumos) continuarem, poderemos ver mais aumentos nos pre\u00e7os ao consumidor no futuro&#8221;, previu.ANGELO NUNESpresidente do Sindipan&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>ADAPTA\u00c7\u00c3O DE PROCESSOS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para sobreviver \u00e0 crise, Nunces comenta que muitas padarias e panificadoras no Cear\u00e1 tiveram de adaptar processos de produ\u00e7\u00e3o para reduzir o impacto da alta de pre\u00e7o dos insumos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as diferiram bastante entre as empresas por conta das linhas de fornecimento e realidade regional no Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Durante a pandemia, a gente precisou se reinventar para mudar a produ\u00e7\u00e3o e evitar a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Na produ\u00e7\u00e3o, tivemos de pensar tamb\u00e9m na adapta\u00e7\u00e3o. Alguns empres\u00e1rios que relataram a mudan\u00e7a da planilha de custos, mudan\u00e7as em alguns processos, mas isso dependeu da realidade de cada empresa, j\u00e1 que cada uma tem uma lista de fornecedores&#8221;, disse Nunes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma padaria na periferia de Fortaleza, por exemplo, tem custos muito menores do que uma padaria em um bairro nobre, porque precisamos considerar insumos e outros gastos, como m\u00e3o de obra e aluguel do espa\u00e7o f\u00edsico&#8221;, completou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2180198:1628704981\/image\/image.jpg?f=default&amp;$p$f=9563970\" alt=\"\"\/><figcaption><strong>Legenda:&nbsp;<\/strong>Segundo o presidente do Sindipan, padarias e panificadoras em todo o Estado tiveram de adaptar processos durante a pandemia<strong>Foto:&nbsp;<\/strong>Jos\u00e9 Leomar<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>PREVIS\u00c3O DE ESTABILIDADE<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a chegada da variante delta ao Brasil e com o mundo ainda se estabilizando para um momento p\u00f3s-pandemia, a previs\u00e3o do Sindipan \u00e9 que o mercado possa se estabilizar at\u00e9 o fim desse ano, considerando o avan\u00e7o do processo de vacina\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds e no Estado e a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos. Contudo, o cen\u00e1rio, segundo \u00c2ngelo Nunes, ainda \u00e9 de incerteza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu acredito que nos pr\u00f3ximos meses a pandemia ainda est\u00e1 inst\u00e1vel, ent\u00e3o podemos ter novos aumentos de pre\u00e7os nos produtos de panifica\u00e7\u00e3o, mas o cen\u00e1rio ainda est\u00e1 muito incerto, e a situa\u00e7\u00e3o tende a se estabilizar. A alta de pre\u00e7os ainda \u00e9 imprevis\u00edvel e ainda temos uma incerteza para 2022 relacionada a alta dos pre\u00e7os&#8221;, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>CAMPANHA NUTRICIONAL<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para tentar dar um suporte ao mercado de p\u00e3es no Cear\u00e1 e comemorar o&nbsp;<strong>Dia Mundial do P\u00e3o<\/strong>&nbsp;(16 de outubro), o Sindpan, a&nbsp;<strong>Associa\u00e7\u00e3o Cearense da Ind\u00fastria de Panifica\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;(<strong>ACIP<\/strong>) e a&nbsp;<strong>Central de Neg\u00f3cios da Panifica\u00e7\u00e3o Cearense<\/strong>&nbsp;(<strong>Rede P\u00e3o<\/strong>), est\u00e3o lan\u00e7ando a campanha &#8220;P\u00e3o \u00e9 Nutri\u00e7\u00e3o&#8221;. A iniciativa tem apoio do Sesi Cear\u00e1 e vai de 16 de agosto a 16 de outubro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Nunes, o objetivo da campanha \u00e9 dar suporte ao mercado de p\u00e3es ao incentivar o consumo do alimento, mostrando que o p\u00e3o possui muitos valores nutricionais para a popula\u00e7\u00e3o.&nbsp; &nbsp;Nosso trabalho \u00e9 fazer um contraponto de que o p\u00e3o \u00e9 o vil\u00e3o das dietas. V\u00e1rios nutricionistas pelo brasil j\u00e1 concordam em usar o p\u00e3o em dietas para emegracer, ent\u00e3o temos profissionais que concordam que o p\u00e3o serve como um ve\u00edculo de nutri\u00e7\u00e3o. Temos uma deficiente nutricional atualmente e no p\u00e3o n\u00f3s temos \u00e1cido f\u00f3lico e ferro, e isso pode ajudar na nutri\u00e7\u00e3o das pessoas&#8221;, disse.&nbsp;ANGELO NUNESpresidente do Sindipan<\/p>\n\n\n\n<p>A campanha ainda conta com acompanhamento de nutricionistas como Aline Faheina, do Sesi Cear\u00e1, que destacou o potencial &#8220;vers\u00e1til e apropriado&#8221; do p\u00e3o nas dietas dos cearenses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As fibras s\u00e3o uma grande aliada para manter um controle glic\u00eamico, auxiliando os n\u00edveis de glicemia no sangre deixando os \u00edndices normais. E para quem quer eliminar aqueles quilinhos, as fibras contribuem para aumentar o metabolismo e deixando uma sensa\u00e7\u00e3o de saciedade maior. Al\u00e9m disso, s\u00e3o ricas em vitaminas e minerais que contribuem para nossa imunidade, e se voc\u00ea acrescentar quinoa e linha\u00e7a, que possuem magn\u00e9sio, vitaminas do complexo B, ferro, pot\u00e1ssio e aveia pode ajudar na redu\u00e7\u00e3o do colesterol ruim, o LDL&#8221;, disse Faheina.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Nordeste <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado de p\u00e3es, panificadoras e padarias tem sofrido bastante com a pandemia do novo coronav\u00edrus, mesmo fazendo parte do setor de alimentos \u2013 um dos poucos que cresceu durante a crise. 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