{"id":6565,"date":"2024-07-03T09:48:54","date_gmt":"2024-07-03T12:48:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/?p=6565"},"modified":"2024-07-03T09:48:55","modified_gmt":"2024-07-03T12:48:55","slug":"mulher-mora-em-cemiterio-no-ceara-ha-21-anos-tenho-medo-e-dos-vivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/index.php\/2024\/07\/03\/mulher-mora-em-cemiterio-no-ceara-ha-21-anos-tenho-medo-e-dos-vivos\/","title":{"rendered":"Mulher mora em cemit\u00e9rio no Cear\u00e1 h\u00e1 21 anos: \u201cTenho medo \u00e9 dos vivos\u201d"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image-cemiterio-1.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-6569\" srcset=\"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image-cemiterio-1.webp 700w, https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image-cemiterio-1-300x169.webp 300w, https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/image-cemiterio-1-107x60.webp 107w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Maria Trindade da Silva, 64 anos, reside h\u00e1 21 anos em uma casa situada dentro de um\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/cemiterio\" target=\"_blank\">cemit\u00e9rio<\/a>, em\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iguatu.ce.gov.br\/\" target=\"_blank\">Iguatu, no interior do Cear\u00e1.<\/a>\u00a0Ela mudou-se para o local com o marido, Francisco de Assis Vieira Sobral, que trabalhava como coveiro. Ele faleceu h\u00e1 tr\u00eas meses, aos 61 anos, devido a complica\u00e7\u00f5es decorrentes da diabetes e problemas no p\u00e2ncreas. Desde a morte de Francisco, Maria enfrenta dificuldades financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 moro aqui h\u00e1 21 anos dentro desse cemit\u00e9rio. Vivi com meu marido, e ele acabou adoecendo. Foi se agravando mais o problema. Ele acabou falecendo, e eu fiquei s\u00f3. Vivo de doa\u00e7\u00f5es, e estou querendo morar com minha filha no Rio Grande do Norte. Minha vida virou do avesso\u201d, contou Maria ao g1.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria e Francisco se conheceram em setembro de 2002. Antes de se mudarem para o cemit\u00e9rio, eles moraram em v\u00e1rias casas alugadas. Quando Francisco come\u00e7ou a trabalhar como coveiro, surgiu a oportunidade de se mudar para o local.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, Maria tinha receio de dormir no cemit\u00e9rio, temendo que as almas pudessem \u201cpuxar seus p\u00e9s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEu pensava que n\u00e3o ia dormir \u00e0 noite. Imaginava que as almas vinham puxar meus p\u00e9s. Mas nunca aconteceu, e nunca vi nada que me assombrasse. Ando qualquer hora da noite aqui e olha que \u00e9 escuro que s\u00f3. Mas n\u00e3o tenho medo de quem morreu, tenho medo de quem est\u00e1 vivo\u201d, explicou Maria.<\/p><cite>A casa onde Maria mora \u00e9 simples e cheia de gatos e cachorros, al\u00e9m de\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/abandono\" target=\"_blank\">outros animais abandonados<\/a>\u00a0que ela cuida, somando mais de 100.<br>A resid\u00eancia fica de frente para a rua e \u00e9 separada dos t\u00famulos por um port\u00e3o. Com o passar do tempo, o casal se adaptou \u00e0 rotina do cemit\u00e9rio, embora tenham enfrentado dificuldades, como a presen\u00e7a de insetos e aranhas-caranguejeiras, que provocaram uma forte alergia em Maria.<br>\u201cElas saem de dentro dos t\u00famulos, e sou al\u00e9rgica. Peguei uma alergia muito forte, e acabei mudando para outra casa por um tempo. Mas voltamos de novo. A gente foi se habituando. Hoje, est\u00e1 diferente, porque ele [o marido] era a \u00fanica pessoa que tinha na vida\u201d, desabafou.<br><br><br>Mudan\u00e7a para o Rio Grande do Norte<br>A filha de Maria mora em S\u00e3o Miguel, no<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/rio-grande-do-norte\" target=\"_blank\">\u00a0Rio Grande do Norte<\/a>, e Maria planeja se mudar para l\u00e1. A fam\u00edlia est\u00e1 realizando uma campanha para ajudar nessa mudan\u00e7a, j\u00e1 que Maria n\u00e3o tem fonte de renda.<br>Ela tentou receber a pens\u00e3o por morte do marido, mas descobriu que no sistema n\u00e3o consta que ele era contribuinte. Atualmente, Maria vive de doa\u00e7\u00f5es de pessoas que conhecem sua hist\u00f3ria e moram nas proximidades.<br>Francisco era empregado por uma empresa que gerencia o cemit\u00e9rio em regime de concess\u00e3o p\u00fablica.<br><br>Em nota, a empresa \u00d4mega informou que Francisco tinha carteira assinada e que a rescis\u00e3o foi feita e paga devidamente \u00e0 vi\u00fava e aos filhos.<br>A\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/empresa\" target=\"_blank\">empresa<\/a>\u00a0acrescentou que prestou assist\u00eancia funeral sem custo para a fam\u00edlia e disponibilizou a ajuda necess\u00e1ria para a mudan\u00e7a de Maria para o Rio Grande do Norte.<br>No entanto, Maria diz que recebeu apenas R$ 500 por todos os anos de trabalho do marido.<br><br>\u201cDurante o dia, vou levando a vida, mas, quando chega a noite, a solid\u00e3o, a tristeza e o isolamento tomam conta de mim\u201d, disse Maria.<br><br><br><br>Fonte: G1<\/cite><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Trindade da Silva, 64 anos, reside h\u00e1 21 anos em uma casa situada dentro de um\u00a0cemit\u00e9rio, em\u00a0Iguatu, no interior do Cear\u00e1.\u00a0Ela mudou-se para o local com o marido, Francisco de Assis Vieira Sobral, que trabalhava como coveiro. 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