{"id":5418,"date":"2023-08-03T07:59:54","date_gmt":"2023-08-03T10:59:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/?p=5418"},"modified":"2023-08-03T07:59:54","modified_gmt":"2023-08-03T10:59:54","slug":"pacientes-com-cancer-do-interior-enfrentam-estrada-e-filas-de-madrugada-por-atendimento-em-fortaleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/index.php\/2023\/08\/03\/pacientes-com-cancer-do-interior-enfrentam-estrada-e-filas-de-madrugada-por-atendimento-em-fortaleza\/","title":{"rendered":"Pacientes com c\u00e2ncer do Interior enfrentam estrada e filas de madrugada por atendimento em Fortaleza"},"content":{"rendered":"\n<p>Com a maior parte das <strong>unidades de sa\u00fade que tratam pacientes com c\u00e2ncer<\/strong> concentradas em <a href=\"https:\/\/www.opovo.com.br\/noticias\/fortaleza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fortaleza<\/a>, os pacientes do interior do Cear\u00e1 precisam se deslocar at\u00e9 a Capital para conseguir atendimento. <strong>Longas viagens, filas de madrugada e desconforto na espera<\/strong> fazem parte da realidade de pacientes que moram em outros munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Moradora de<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.anuariodoceara.com.br\/cidades\/taua\/\" target=\"_blank\"> Tau\u00e1, no Sert\u00e3o dos Inhamuns<\/a>, a recepcionista Eveline Alexandrino Feitosa, 57, viaja regularmente \u00e0 Fortaleza h\u00e1 cinco anos para realizar o tratamento oncol\u00f3gico. Apesar de gostar do atendimento que recebe pelo Instituto do C\u00e2ncer do Cear\u00e1 (ICC), conveniado com a Prefeitura de Fortaleza e com o Governo do Estado para atender pacientes do SUS, Eveline reclama das longas horas de viagem.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, n\u00e3o h\u00e1 nenhum outro local mais pr\u00f3ximo do munic\u00edpio em que reside que poderia fazer o seu tratamento. As vindas constantes para Fortaleza ainda requerem gastos com transporte e acordos com os empregadores. \u201cGra\u00e7as a Deus, eles s\u00e3o muito compreensivos. Sabem que eu preciso vir\u201d, diz.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das horas de viagem, Eveline reclama do acolhimento enquanto espera as consultas. Na ter\u00e7a-feira, 1\u00ba, ela e outras <strong>dezenas de pacientes atendidos pelo ICC aguardavam atendimento<\/strong> do lado de fora do N\u00facleo de Atendimento ao Cliente (NAC), na rua Delmiro de Farias, no bairro Rodolfo Te\u00f3filo. As cadeiras e bancos de pl\u00e1stico utilizados por quem estava na fila eram disponibilizados pelos comerciantes de lanches que trabalham na frente do local.<\/p>\n\n\n\n<p>A mulher conta que \u00e9 atendida no Hospital Haroldo Jua\u00e7aba, na rua Papi J\u00fanior, a poucos quarteir\u00f5es do NAC. <strong>Na unidade, que tamb\u00e9m \u00e9 do ICC, os pacientes come\u00e7am a formar a fila do lado de fora ainda de madrugada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem vem do Interior se adianta para pegar as primeiras senhas da manh\u00e3. Depois, esperam atendimento debaixo de uma tenda armada em um terreno localizado na frente do hospital. Mesmo com hor\u00e1rio de procedimentos ou consultas marcados, a ordem de chegada ainda \u00e9 importante para quem deseja passar menos tempo aguardando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso de uma moradora de <a href=\"https:\/\/www.anuariodoceara.com.br\/cidades\/quixelo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quixel\u00f4<\/a>, que n\u00e3o quis se identificar. Para pegar o \u00f4nibus disponibilizado pela prefeitura da cidade em que mora, a mulher precisa chegar no hospital at\u00e9 as 5 horas. Assim, consegue receber atendimento e sair de l\u00e1 a tempo de voltar na condu\u00e7\u00e3o \u00e0 noite. \u201cTeve uma vez que eu nem consegui voltar\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de reclamar da din\u00e2mica da espera por atendimento, a moradora de Quixel\u00f4 afirma que a viagem para Fortaleza \u00e9 a parte mais cansativa. Ela relata que muitos pacientes em quimioterapia acabam passando mal no trajeto. \u201cEu vim domingo para ser atendida hoje [ter\u00e7a-feira, 1\u00ba]. A gente sai dez da noite, chega aqui \u00e0s quatro da manh\u00e3 e vem para a fila\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter uma unidade de atendimento oncol\u00f3gico em <a href=\"https:\/\/www.anuariodoceara.com.br\/cidades\/barbalha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barbalha<\/a>, mais pr\u00f3ximo do munic\u00edpio em que vive, a paciente come\u00e7ou o tratamento j\u00e1 em Fortaleza. A mulher tamb\u00e9m costuma ficar na casa de apoio do ICC, a Casa Vida, desde que a prefeitura de Quixel\u00f4 diminuiu a frequ\u00eancia de \u00f4nibus para os pacientes que precisavam vir \u00e0 Capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Reginaldo Costa, diretor cl\u00ednico do hospital, cerca de 60 a 70 pacientes do Interior, em m\u00e9dia, s\u00e3o atendidos na casa de apoio diariamente. \u201cMuitos ainda preferem ficar indo e voltando. A gente entende que parcialmente consegue atender a esse fato, mas infelizmente tem uma quest\u00e3o do contexto social que extrapola at\u00e9 a capacidade do pr\u00f3prio ICC de resolver\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>As filas desde a madrugada tamb\u00e9m s\u00e3o formadas devido \u00e0 din\u00e2mica de deslocamento dos pacientes, conforme o ICC. Reginaldo relata situa\u00e7\u00f5es comuns vividas pelos pacientes, como ter consultas e exames \u00e0 tarde, mas chegar de madrugada do Interior e permanecer na fila o dia inteiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cear\u00e1 tem d\u00e9ficit de unidades para tratamento oncol\u00f3gico<\/h2>\n\n\n\n<p>O Cear\u00e1 tem nove hospitais para tratar pacientes com c\u00e2ncer. S\u00e3o eles: Hospital S\u00e3o Camilo, Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Universit\u00e1rio Walter Cant\u00eddio (HUWC), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital Haroldo Jua\u00e7aba (Instituto do C\u00e2ncer do Cear\u00e1, ICC) e Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, em Fortaleza; Hospital Maternidade S\u00e3o Vicente de Paulo, em Barbalha; e Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Sobral.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre eles, apenas a Santa Casa de Sobral e o Hospital Haroldo Jua\u00e7aba, em Fortaleza, s\u00e3o Centros de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). Segundo a coordenadora de Regula\u00e7\u00e3o, Avalia\u00e7\u00e3o, Controle e Auditoria das A\u00e7\u00f5es e Servi\u00e7os de Sa\u00fade de Fortaleza, Helena Paula Santos, isso representa um d\u00e9ficit.<\/p>\n\n\n\n<p>Helena relembra a Portaria 140, da Secretaria de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade (SAS\/MS), de 2014, que prop\u00f5e a habilita\u00e7\u00e3o de um Cacon a cada 500 mil habitantes. \u201cA gente tem uma rede que n\u00e3o vem se expandindo ao longo dos anos. J\u00e1 tem mais de 20 anos que a gente s\u00f3 tem nove unidades habilitadas no cen\u00e1rio do Cear\u00e1\u201d, afirma. Pela propor\u00e7\u00e3o de Cacons e habitantes, o Cear\u00e1 poderia ter 17 unidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da lei 12.732\/12, que garante aos pacientes com c\u00e2ncer o direito de iniciar o tratamento pelo SUS at\u00e9 60 dias ap\u00f3s o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a, em 2023, 283 pessoas tiveram um intervalo maior at\u00e9 a primeira consulta. O dado \u00e9 do Painel-Oncologia, que utiliza informa\u00e7\u00f5es do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Ambulatorial (SIA), do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Hospitalar (SIH) e do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de C\u00e2ncer (SISCAN).<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo do Estado anunciou em julho o aporte de R$ 10 milh\u00f5es para o atendimento de pacientes com c\u00e2ncer em Fortaleza de forma emergencial pelo ICC, R$ 12 milh\u00f5es para firmar outros conv\u00eanios e R$ 60 milh\u00f5es para a abertura do servi\u00e7o oncol\u00f3gico no Hospital Regional do Vale do Jaguaribe.<br>Fonte: O POVO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a maior parte das unidades de sa\u00fade que tratam pacientes com c\u00e2ncer concentradas em Fortaleza, os pacientes do interior do Cear\u00e1 precisam se deslocar at\u00e9 a Capital para conseguir atendimento. Longas viagens, filas de madrugada e desconforto na espera fazem parte da realidade de pacientes que moram em outros munic\u00edpios. 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