{"id":3947,"date":"2022-07-07T09:49:23","date_gmt":"2022-07-07T12:49:23","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/?p=3947"},"modified":"2022-07-07T09:49:23","modified_gmt":"2022-07-07T12:49:23","slug":"violencia-provoca-1-a-cada-5-mortes-ligadas-ao-consumo-de-alcool-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoraimundinhovitor.com.br\/index.php\/2022\/07\/07\/violencia-provoca-1-a-cada-5-mortes-ligadas-ao-consumo-de-alcool-no-ceara\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia provoca 1 a cada 5 mortes ligadas ao consumo de \u00e1lcool no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>O Estado teve, no primeiro ano da pandemia, 36,6 mortes ligadas ao uso de \u00e1lcool a cada 100 mil habitantes, uma taxa acima da nacional (31,5). Os dados s\u00e3o da pesquisa \u00c1lcool e a Sa\u00fade dos Brasileiros 2022, do Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (Cisa).<\/p>\n\n\n\n<p>Kae Leopoldo, psic\u00f3logo e pesquisador do Cisa, explica que esses \u00f3bitos se dividem entre parcial ou totalmente atribu\u00edveis ao \u00e1lcool \u2013 ou seja, mortes que aconteceriam (c\u00e2ncer, acidentes de tr\u00e2nsito etc.) ou que n\u00e3o aconteceriam (doen\u00e7as) se a subst\u00e2ncia n\u00e3o existisse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Cear\u00e1, essas mortes est\u00e3o acima da m\u00e9dia nacional. \u00c9 um sinal de alerta, porque \u00e9 um dos estados que puxa pra cima os dados nacionais de mortes atribu\u00edveis ao \u00e1lcool. E houve um aumento consider\u00e1vel de 2019 pra 2020\u201d, observa o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>392cearenses morreram por doen\u00e7as ou condi\u00e7\u00f5es 100% ligadas ao uso de \u00e1lcool, em 2020, 53% a mais do que os 256 \u00f3bitos registrados em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma a cada 5 v\u00edtimas (20%) cuja morte tem a ver com uso de \u00e1lcool tem a vida ceifada pela viol\u00eancia, em conflitos gerados pela embriaguez. \u00c9 a principal causa de \u00f3bitos atribu\u00edveis ao consumo da subst\u00e2ncia, segundo o levantamento do Cisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 cient\u00edfica. \u201cO \u00e1lcool deprime regi\u00f5es do c\u00e9rebro respons\u00e1veis pela habilidade de socializar, pelo controle inibit\u00f3rio. B\u00eabado, a chance de voc\u00ea ingressar em atividades reprobat\u00f3rias \u00e9 maior. As brigas t\u00eam muito mais chance de acontecerem, e de forma mais grave, quando as pessoas est\u00e3o alcoolizadas\u201d, destaca Kae.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pandemia, com o isolamento social, dois p\u00fablicos foram ainda mais afetados. \u201cA ONU Mulheres recomendou controle do consumo de \u00e1lcool, porque mulheres e crian\u00e7as estavam mais vulner\u00e1veis\u201d, complementa o psic\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1LCOOL X DIRE\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>Atr\u00e1s da viol\u00eancia, a segunda maior causa de mortes ligadas ao \u00e1lcool \u00e9 t\u00e3o criminosa quanto: os acidentes de tr\u00e2nsito (17,3%), que ultrapassam at\u00e9 os transtornos mentais e comportamentais por uso de \u00e1lcool (11,6%).<\/p>\n\n\n\n<p>Beber \u00e1lcool e dirigir \u00e9, no fim das contas, crime sem justificativa. Num pa\u00eds com toler\u00e2ncia zero a isso, conduzir sob efeito da subst\u00e2ncia \u00e9 assumir o risco de morrer e de matar: o que, em m\u00e9dia, quase 200 motoristas de Fortaleza fazem todo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>De janeiro a maio deste ano, na capital, 965 motoristas ou foram flagrados dirigindo ap\u00f3s consumir \u00e1lcool (219) ou se recusaram a fazer o teste do baf\u00f4metro (746), de acordo com a Autarquia Municipal de Tr\u00e2nsito e Cidadania (AMC).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No Instituto Dr. Jos\u00e9 Frota (IJF), principal hospital p\u00fablico de urg\u00eancia e emerg\u00eancia da cidade, um a cada 5 (20%) pacientes internados por acidentes de tr\u00e2nsito declara ter ingerido bebidas alco\u00f3licas antes da ocorr\u00eancia.A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) alerta que um condutor que desrespeitar a lei com um copo de cerveja ter\u00e1 tr\u00eas vezes mais chances de morrer num acidente do que um s\u00f3brio.<\/p>\n\n\n\n<p>Kae define as mortes no tr\u00e2nsito causadas pela embriaguez como \u201calgo tr\u00e1gico e terr\u00edvel\u201d, e lamenta o fato de que, apesar da Lei Seca, isso persiste por ser um fator cultural e enraizado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil, na teoria, \u00e9 um dos exemplos mundiais de legisla\u00e7\u00e3o sobre isso, pela Lei Seca. A grande quest\u00e3o \u00e9 mudar o aspecto cultural e tamb\u00e9m legislar sobre isso de forma mais rigorosa, ter monitoramento. \u00c9 um desafio\u201d, pondera.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">MULHERES BEBENDO MAIS<\/h2>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00f5es de risco para mortes ligadas ao \u00e1lcool s\u00e3o causadas, em geral, por epis\u00f3dios de consumo abusivo: quando homens bebem 5 ou mais doses e mulheres bebem 4 ou mais doses da subst\u00e2ncia (uma dose = lata de cerveja ou ta\u00e7a de vinho ou shot de destilado).<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador do Cisa explica que consumo abusivo \u201c\u00e9 o que muitos brasileiros fazem\u201d \u2013 e um comportamento que tem aumentado entre as mulheres. A cada ano, a m\u00e9dia anual de mulheres que abusam da bebida cresce 4,2%, dado consolidado entre 2010 e 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela composi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, como menor quantidade de \u00e1gua no organismo e menores n\u00edveis de enzimas que metabolizam o \u00e1lcool, mulheres s\u00e3o mais impactadas pelos efeitos nocivos da bebida.MARIANA THIBESSoci\u00f3loga e coordenadora do CISA<\/p>\n\n\n\n<p>O centro de pesquisa refor\u00e7a que \u201cesse \u00e9 um dos padr\u00f5es de consumo que traz riscos de curto a longo prazo \u00e0 sa\u00fade, como envolvimento em brigas, sexo desprotegido e amn\u00e9sia alco\u00f3lica at\u00e9 preju\u00edzos mais graves em diversos \u00f3rg\u00e3os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Diario do Nordeste<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado teve, no primeiro ano da pandemia, 36,6 mortes ligadas ao uso de \u00e1lcool a cada 100 mil habitantes, uma taxa acima da nacional (31,5). 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